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quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

ROUBA QUIETA



A família da desenhista Daniella Cabizuca Pontes estava preocupada com seu desaparecimento até descobrir que ela havia sido presa, após uma série de furtos em um supermercado de Belo Horizonte (MG). Quando os pais, ainda incrédulos, uma vez que afirmaram que ela nunca teve problemas com a polícia, mesmo depois de conversarem com o delegado, perguntaram à desenhista o que ela estava fazendo ali, ouviram a seguinte resposta: “Estou aqui porque estava roubando, entenderam ou querem que eu... desenhe? E vocês sabem que eu desenho muito bem”. Ladrazinha com senso de humor é outra coisa, né?  Ô lasquera, no pé da goiabeira, sô! Quando essa mineirinha sair da cadeia, dá pra ir direto para o Pânico sem precisar nem passar pelo BBB. Se não der certo, e se quiser, pode formar uma grande quadrilha, já que afirma ter mais de 180 mil seguidores nas redes sociais. Comparsas, certamente, não faltarão.
Eu podia estar matando. Eu podia estar desenhando. Mas estava só roubando



sexta-feira, 10 de maio de 2013

INVESTIMENTO NO CRACK DA BOLSA DOS SEM VALORES DE SÃO PAULO



O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, vai lançar, oficialmente, um programa que vai oferecer a cada família que tenha um viciado em crack, R$ 1.350 por mês para o tratamento do querido dependente que, a partir de agora, finalmente, passará a dar alegria (financeira, pelo menos) à família. Isso representa quase o dobro do salário mínimo recebido pelo trabalhador brasileiro. Se antes, o auxílio-reclusão (aquele que as famílias dos presidiários recebem) no valor de R$ 915,00, já tinha feito muito trabalhador chutar velhinhas só para ir para a cadeia e melhorar o padrão de vida da família, imagine agora, ganhando R$ 1.350 só pra dar umas cachimbadinhas de crack. É capaz de faltar frasquinho de Yakult e tubo de caneta Bic. Ainda bem que a China é capaz de produzir qualquer dispositivo a preços mais baixos, né?

O governo de São Paulo alega que, com esse dinheiro e o apoio da família, o dependente de crack pode se livrar mais rapidamente do vício. Também creio nisso. É preciso ser muito burro para receber um valor desses e continuar a utilizar o crack – uma droga barata e sempre associada a morador de rua. Esse dinheiro dá perfeitamente para passar a consumir algo um pouco mais, digamos, sofisticado, como um bom vinho chileno, e ainda deve sobrar uns trocados para comprar alguns papelotes da mais pura cocaína.